Tanto a leitura quanto a escrita são práticas sociais de suma importância para o desenvolvimento da cognição humana.
Ambas proporcionam o desenvolvimento do intelecto e da imaginação, além de promoverem a aquisição de conhecimentos.
Dessa maneira, quando lemos ocorrem diversas ligações no cérebro que nos permitem desenvolver o raciocínio. Além disso, com essa atividade aguçamos nosso senso crítico por meio da capacidade de interpretação.
Nesse sentido, vale lembrar que a “interpretação” dos textos é uma das chaves essenciais da leitura. Afinal, não basta ler ou decodificar os códigos linguísticos, faz-se necessário compreender e interpretar essa leitura.
Ilustração que mostra a leitura e sua importância para o cérebro
Muitos são os benefícios que a leitura proporciona: desenvolvimento da imaginação, da criatividade, da comunicação, bem como o aumento do vocabulário, conhecimentos gerais e do senso crítico.
Além desses benefícios, com a leitura exercitamos nosso cérebro, o que facilita a interpretação de textos e leva à maior a competência (habilidade) na escrita.
Ao ler o indivíduo adquire maior repertório, ampliando e expandindo seus horizontes cognitivos. Para além disso, estudos apontam que o ato de ler é muito prazeroso na medida em que reduz o stress ao mesmo tempo que estimula reflexões.
Por esse motivo, a leitura deve ser incentivada desde a educação primária. Incentivar os filhos pequenos em casa e criar hábitos são chaves importantes para que as crianças desenvolvam o gosto pela leitura. Uma dica é levá-los nas bibliotecas, livrarias ou mesmo contar histórias para eles.
Para o escritor brasileiro Monteiro Lobato: "Um país se faz com homens e livros".
Você sabia?
Do latim, a palavra “leitura” (lectura), significa eleição, escolha.
Imagem que mostra a evolução da leitura nas diferentes mídias
Com a invenção da Imprensa (Tipografia), em 1455, pelo inventor alemão Johannes Gutenberg (1398-1468), o ato de ler (anteriormente divulgado por manuscritos), expandiu-se rapidamente. Junto à isso, proporcionou maior a difusão e produção de conhecimentos no mundo.
Com a globalização e a aceleração das transformações comunicacionais e digitais da modernidade (televisores, computadores, celulares, etc) o ato da leitura foi cada vez mais adquirindo um lugar secundário.
Todavia, tal seja a importância da leitura no mundo, a expansão tecnológica proporcionou outras formas de leitura, por exemplo, os famosos e-books.
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Fonte: Ibope Inteligência/Fundação Pró-livro
Estudos apontam que no Brasil a média de leitura dos brasileiros é de 1 livro por ano. Esse dado nos deixa numa das posições baixas em relação a outros países da América Latina. Na Argentina, por exemplo, a média anual é de 12 livros por habitante.
Essa realidade torna-se mais clarificada quando pensamos no problema do “analfabetismo funcional”. Ou seja, o conhecimento do código linguístico unida à limitada capacidade de interpretar os textos. Esse é um dos principais problemas da educação no país, e portanto, as estatísticas assustam.
Segundo pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE (censo 2010), cerca de 20% da população brasileira é considerada analfabeta funcional. Nesse panorama, destaca-se a região nordeste, com aproximadamente 30% da população.
Esse problema estrutural deve-se a precariedade do ensino público do país e a falta de incentivos que apoiem o hábito e a importância da leitura nas escolas. No entanto, diversos programas educacionais têm focado na leitura e na escrita.
Segundo a ex-ministra da Cultura Ana de Hollanda: “Um país rico é um país de leitores”.
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