Arte Gótica

A Arte Gótica foi uma expressão artística da Baixa Idade Média (século XII) que frutificou até o Renascimento.

Denominada de “Arte das Catedrais”, ela foi uma reação à austeridade do estilo românico e pretendeu rivalizar com os mosteiros e basílicas que eram erigidas no campo.

Catedral de Milão, Itália

O marco histórico desse movimento ocorreu nas imediações de Paris, quando a Abadia Real de Saint-Denis foi construída, entre os anos de 1137 e 1144.

Posteriormente, a Arte Gótica irá se expandir para Inglaterra, Alemanha, Itália, Polônia e Península Ibérica.

Contudo, esta arte grandiosa somente foi possível após a solidificação das monarquias. Isso permitiu o desenvolvimento comercial e urbano, levando ao desenvolvimento das rotas comerciais e favorecendo, ainda mais, o crescimento das cidades.

Os recursos para obras tão magníficas eram obtidos mediante a contribuições dos fiéis, principalmente daqueles que compunham a burguesia em ascensão.

Portanto, a Arte Gótica marca o triunfo das cidades, onde a Igreja percebe estar com uma grande parcela dos fiéis, para quem irá construir catedrais. Elas representavam símbolos do poder político da Igreja e econômico da burguesia.

Serão as catedrais a exaltarem a beleza do ideal divino, por meio de uma harmonia permeada pela religiosidade.

Vale ressaltar que a denominação "Arte Gótica", refere-se aos godos, povo que invadiu e destruiu Roma, em 410.

O termo foi utilizado de forma pejorativa pelo renascentista Giorgio Vasari, no século XVI, para expressar o obscurantismo da arte medieval.

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Arquitetura

A arquitetura gótica é o resultado dos avanços técnicos obtidos pelas corporações de construtores.

Eles conseguiram dominar a geometrização e suas relações matemáticas com um objetivo muito claro: a verticalidade posto que buscavam um direcionamento para o céu.

A arquitetura foi a principal expressão da arte gótica e a ela estará atrelada à pintura e à escultura.

A desmaterialização das paredes, agora mais finas e leves, bem como a distribuição da luz no espaço, possibilitada por um número maior de vãos e janelas, permitiu um espaço mais livre e luminoso. A luz mística e a grandiosidade constituem o veículo para comunhão com o divino.

O arco em ponta e a rosácea serão atributos continuamente presentes nesse estilo arquitetônico, o qual busca substituir o horizontalismo Românico pela verticalidade Gótica.

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Escultura

A escultura gótica também expressa o desejo de verticalidade. Contudo, esboça também o naturalismo capaz de atribuir movimento e vida às esculturas, as quais são, quase sempre, um complemento à arquitetura.

Pintura

A pintura gótica irá se delinear claramente em meados de 1350, quando terá lugar fora da arquitetura, à qual adornava murais, afrescos e vitrais. De toda forma, ela buscou transmitir o mesmo naturalismo e simbolismo religioso da escultura e da arquitetura.

Não obstante, os vitrais, pedaços coloridos de vidro unidos por chumbo, tinham como objetivo emocionar o expectador e ensiná-lo sobre a religião católica.

De forma mais autônoma, a pintura irá se desenvolver nas iluminuras dos manuscritos, onde o volume irá se aproximar das formas escultóricas que adornam a catedral.

É muito comum, nessas pinturas, a substituição da luz por fundos dourados, bem como a figuração de personagens religiosos com pouco volume.

Daniela DianaLicenciada em Letras pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) em 2008 e Bacharelada em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em 2014. Amante das letras, artes e culturas, desde 2012 trabalha com produção e gestão de conteúdos on-line.
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