As cantigas de roda são músicas folclóricas cantadas em uma roda. Também conhecidas como cirandas, elas representam os aspectos lúdicos das manifestações socioculturais populares.
Pelo fato de serem cantadas e dançadas nas brincadeiras infantis, são constituídas de textos simples, repetitivos e ritmados. Assim, elas têm o intuito de colaborar com a aprendizagem por meio da fixação.
Essas canções infantis populares não possuem um autor, ou seja, as letras consistem em textos anônimos que se adaptam e se redefinem ao longo do tempo.
Ciranda Cirandinha Vamos todos cirandar Vamos dar a meia volta Volta e meia vamos dar
O Anel que tu me destes Era vidro e se quebrou O amor que tu me tinhas Era pouco e se acabou
Por isso dona (nome da criança) Faz favor de entrar na roda Diga um verso bem bonito Diga adeus e vá embora
Atirei o pau no gato, tô Mas o gato, tô tô Não morreu, reu, reu Dona Chica, cá cá Admirou-se, se se Do berrô, do berrô, que o gato deu, Miau!
Capelinha de melão É de São João É de cravo, é de rosa, É de manjericão São João está dormindo Não acorda, não Acordai, acordai, Acordai, João!
Escravos de Jó Jogavam caxangá Tira, bota, deixa ficar Guerreiros com guerreiros fazem zigue-zigue-zá Guerreiros com guerreiros fazem zigue-zigue-zá.
Como pode o peixo vivo Viver fora da água fria Como pode o peixe vivo Viver fora da água fria
Como poderei viver Como poderei viver Sem a tua, sem a tua Sem a tua companhia Sem a tua, sem a tua Sem a tua companhia
Os pastores desta aldeia Já me fazem zombaria Os pastores desta aldeia Já me fazem zombaria
Por me verem assim chorando Por me verem assim chorando Sem a tua, sem a tua Sem a tua companhia Sem a tua, sem a tua Sem a tua companhia
A galinha do vizinho Bota ovo amarelinho Bota um, bota dois, bota três, Bota quatro, bota cinco, bota seis, Bota sete, bota oito, bota nove, Bota dez!
Borboletinha tá na cozinha Fazendo chocolate Para a madrinha
Poti, poti Perna de pau Olho de vidro E nariz de pica-pau pau pau
Meu limão, meu limoeiro Meu pé de jacarandá Uma vez, tindolelê Outra vez, tindolalá
A Barata diz que tem sete saias de filó É mentira da barata, ela tem é uma só Ah ra ra, iá ro ró, ela tem é uma só!
A Barata diz que tem um sapato de veludo É mentira da barata, o pé dela é peludo Ah ra ra, Iu ru ru, o pé dela é peludo!
A Barata diz que tem uma cama de marfim É mentira da barata, ela tem é de capim Ah ra ra, rim rim rim, ela tem é de capim
A Barata diz que tem um anel de formatura É mentira da barata, ela tem é casca dura Ah ra ra , iu ru ru, ela tem é casca dura
A barata diz que vai viajar de avião É mentira da barata ela vai de caminhão Ah ra ra , iu ru ru, ela vai de caminhão
Alecrim, Alecrim dourado Que nasceu no campo Sem ser semeado Alecrim, Alecrim dourado Que nasceu no campo Sem ser semeado
Foi meu amor Que me disse assim Que a flor do campo é o alecrim Foi meu amor Que me disse assim Que a flor do campo é o alecrim
Cai cai balão, cai cai balão Na rua do sabão Não Cai não, não cai não, não cai não Cai aqui na minha mão!
Cai cai balão, cai cai balão Aqui na minha mão Não vou lá, não vou lá, não vou lá Tenho medo de apanhar!
Pirulito que bate bate Pirulito que já bateu Quem gosta de mim é ela Quem gosta dela sou eu
Pirulito que bate bate Pirulito que já bateu A menina que eu gostava Não gostava como eu
Pombinha branca o que está fazendo? Lavando roupa pro casamento Vou me lavar, vou me secar Vou pra janela pra namorar
Passou um moço de terno branco, Chapéu de lado meu namorado Mandei entrar, mandei sentar Cuspiu no chão, limpa aí seu porcalhão
Terezinha de Jesus deu uma queda Foi ao chão Acudiram três cavalheiros Todos de chapéu na mão
O primeiro foi seu pai O segundo seu irmão O terceiro foi aquele Que a Tereza deu a mão
Terezinha levantou-se Levantou-se lá do chão E sorrindo disse ao noivo Eu te dou meu coração
Da laranja quero um gomo Do limão quero um pedaço Da morena mais bonita Quero um beijo e um abraço
Um, dois, três indiozinhos Quatro, cinco, seis indiozinhos Sete, oito, nove indiozinhos Dez num pequeno bote Iam navegando pelo rio abaixo Quando um jacaré se aproximou E o pequeno bote dos indiozinhos Quase, quase virou.
Se essa rua Se essa rua fosse minha Eu mandava Eu mandava ladrilhar Com pedrinhas Com pedrinhas de brilhante Para o meu Para o meu amor passar
Nessa rua Nessa rua tem um bosque Que se chama Que se chama solidão Dentro dele Dentro dele mora um anjo Que roubou Que roubou meu coração
Se eu roubei Se eu roubei teu coração Tu roubaste Tu roubaste o meu também Se eu roubei Se eu roubei teu coração É porque É porque te quero bem
O cravo brigou com a rosa Debaixo de uma sacada O cravo saiu ferido E a rosa despedaçada
O cravo ficou doente E a rosa foi visitar O cravo teve um desmaio E a rosa pôs-se a chorar
A rosa fez serenata O cravo foi espiar E as flores fizeram festa Porque eles vão se casar
Samba Lelê tá doente Tá com a cabeça quebrada Samba Lelê precisava É de umas boas palmadas
Samba, samba, Samba ô Lelê samba, samba, samba ô Lalá Samba, samba, Samba ô Lelê Pisa na barra da saia ô Lalá
Samba Lelê tá doente Tá com a cabeça quebrada Samba Lelê precisava É de umas boas palmadas
Samba, samba, Samba ô Lelê samba, samba, samba ô Lalá Samba, samba, Samba ô Lelê Pisa na barra da saia ô Lalá
O sapo não lava o pé. Não lava porque não quer. Ele mora lá na lagoa, E não lava o pé Porque não quer Mas, que chulé!
Marcha Soldado Cabeça de Papel Se não marchar direito Vai preso pro quartel
O quartel pegou fogo A polícia deu sinal Acorda acorda acorda A bandeira nacional
Fui no Tororó beber água não achei Achei linda Morena Que no Tororó deixei Aproveita minha gente Que uma noite não é nada Se não dormir agora Dormirá de madrugada
Oh, Dona Maria Oh, Mariazinha, oh, Mariazinha, entra nesta roda Ou ficarás sozinha!
Sozinha eu não fico Nem hei de ficar! Por que eu tenho o Pedro Para ser o meu par!
Ai, eu entrei na roda Ai, eu não sei como se dança Ai, eu entrei na "rodadança" Ai, eu não sei dançar
Sete e sete são quatorze, com mais sete, vinte e um Tenho sete namorados só posso casar com um
Namorei um garotinho do colégio militar O diabo do garoto, só queria me beijar
Todo mundo se admira da macaca fazer renda Eu já vi uma perua ser caixeira de uma venda
Lá vai uma, lá vão duas, lá vão três pela terceira Lá se vai o meu benzinho, no vapor da cachoeira
Essa noite tive um sonho que chupava picolé Acordei de madrugada, chupando dedo do pé
A canoa virou Por deixá-la virar Foi por causa da Maria Que não soube remar
Se eu fosse um peixinho E soubesse nadar Tirava a Maria Do fundo do mar
A canoa virou Por deixá-la virar Porque se eu mergulho Eu vou me molhar
Se eu fosse um peixinho Mas como eu não sou Não posso nadar E a canoa virou
Olha a Rosa amarela, Rosa Tão Formosa, tão bela, Rosa Olha a Rosa amarela, Rosa Tão Formosa, tão bela, Rosa
Iá-iá meu lenço, ô Iá-iá Para me enxugar, ô Iá-iá Esta despedida, ô Iá-iá Já me fez chorar, ô Iá-iá (repete)
Quem me ensinou a nadar Quem me ensinou a nadar
Foi, foi, marinheiro, Foi os peixinhos do mar Foi, foi, marinheiro, Foi os peixinhos do mar
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