O concretismo foi um movimento artístico e cultural que surgiu na Europa em meados do século XX, o qual visava a criação de uma nova linguagem, uma arte abstrata.
Esse movimento de vanguarda influenciou as artes literárias, musicais e figurativas.
As principais características do Concretismo na literatura são:
As principais características do Concretismo nas artes plásticas:
No Brasil, esse movimento vanguardista chegou por volta de 1950, através do Suíço, Max Bill (1908-1994), um dos precursores do movimento, ao lado do russo Vladimir Maiakovski (1893-1930).
Bill popularizou as concepções dessa nova tendência na Exposição Nacional de Arte Concreta, em 1956.
O movimento concreto se constituiu, primeiramente, na cidade de São Paulo, em meados da década de 50, sendo liderado pelos poetas e irmãos Augusto e Haroldo de Campos, conhecido como os "irmãos Campos”, e Décio Pignatari.
O grupo concretista de São Paulo foi fundador da Revista “Noigandres” (1952), divulgadora das ideias atreladas ao concretismo.
A poesia concreta inaugurou um novo estilo que norteou a poesia brasileira pós-modernista, a partir de uma poesia visual, com utilização de efeitos gráficos, de forma que a palavra concreta representa o objeto real (palavra-objeto).
Dessa forma, a poesia concreta absorve somente a palavra, ou seja, “a palavra-objeto”, sem que haja preocupação com estruturas literárias, desde estrofes, versos e rimas.
A partir disso, há o predomínio de imagens em detrimento ao caráter discursivo da poesia.
A despeito de o concretismo não se preocupar com a temática, uma vez que o objetivo principal era criar uma nova linguagem ao mesclar a forma e o conteúdo, alguns temas prevaleceram na poesia concreta, desde as críticas feitas à sociedade capitalista e ao consumo exacerbado.
COCA-COLA
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(Décio Pignatari)
O movimento neoconcreto ou neoconcretismo foi um movimento que surgiu no final da década de 50, no Rio de janeiro, como reação ao movimento concretista criado em São Paulo.
Com isso, o Manifesto Neoconcretista foi publicado no Suplemento Dominical do Jornal do Brasil, dia 23 de março de 1959.
Os neoconcretistas ou concretistas cariocas, acreditavam que a arte não podia ser considerada como um mero objeto tal qual consideravam os poetas paulistas, de forma que, para eles, a expressividade estava acima da forma.
Para tanto, criticavam a tendência racional, positivista, dogmática e técnico-científica do concretismo ortodoxo paulista.
Nesse período (1959-1961), os artistas que mais se destacaram e participaram da “I Exposição de Arte Neoconcreta” foram: Ferreira Gullar, Lygia Clark, Reynaldo Jardim, Theon Spanudis, Sergio Camargo, Amílcar de Castro, Franz Weissmann e Lygia Pape.
Em resumo às ideias dos autores neoconcretos, Lygia Pape acrescentou:
“Nós nos separamos do Grupo Concreto de São Paulo porque eles queriam criar um projeto de dez anos de trabalho para o futuro. O grupo do Rio achou que era racionalismo demais. Nós queríamos trabalhar com a intuição, mais soltos.”
Mar Azul
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(Ferreira Gullar)
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Daniela DianaLicenciada em Letras pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) em 2008 e Bacharelada em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em 2014. Amante das letras, artes e culturas, desde 2012 trabalha com produção e gestão de conteúdos on-line.Show life that you have a thousand reasons to smile
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