José de Alencar

José de Alencar é considerado um dos maiores expoentes do romantismo no Brasil.

Atuou como jornalista, crítico, advogado, dramaturgo e político. Além disso, foi Patrono da cadeira nº 23 da Academia Brasileira de Letras (ABL).

Na primeira geração romântica, com teor nacionalista e indianista, Alencar exaltou diversos aspectos nacionais e a figura do índio como herói brasileiro.

Suas principais obras indianistas foram: O Guarani (1857), Iracema (1865) e Ubirajara (1874).

Biografia

Retrato de José de Alencar em 1870

José Martiniano de Alencar nasceu em 1º de maio de 1829 na cidade de Messejana, no Ceára. Com apenas 1 ano de idade, sua família muda-se para o Rio de Janeiro, que na época era capital do Império do Brasil.

Estudou no Colégio de Instrução Elementar e, em 1846, com 17 anos, Ingressou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, na capital paulista, formando-se em 1850. Durante esses anos na Universidade, criou a revista intitulada “Ensaios Literários”.

José de Alencar foi uma figura multifacetada, exerceu sua profissão de advogado e atuou na política elegendo-se Deputado Estadual do Ceará (1861). Foi também chefe da Secretaria do Ministério da Justiça (1859) e Ministro da Justiça (1868-1870).

Atuou como jornalista no “Correio Mercantil” (1854) e redator-chefe no “Diário do Rio de Janeiro” a partir de 1856. Nesse mesmo ano, publicou seu primeiro romance: “Cinco Minutos”.

No ano seguinte, publicou dois romances, “A Viuvinha” e “O Guarani”. Casou-se com Ana Cochrane e, em 1872, teve seu primeiro filho, Mário Cochrane de Alencar (membro da Academia Brasileira de Letras).

Faleceu no Rio de Janeiro dia 12 de dezembro de 1877, com 48 anos, vítima de tuberculose.

Obras

A despeito de ter morrido com apenas 48 anos, José de Alencar foi um ávido escritor e dono de uma vasta obra. Escreveu romances (urbano, indianista, regionalista, histórico), crônicas, críticas e teatro.

Sua obras foram marcadas, em sua maioria, por temáticas voltadas para o nacionalismo, a história e a cultura popular brasileira.

Outra importante característica refere-se à linguagem, uma vez que Alencar foi um grande inovador da língua portuguesa e valorizou uma linguagem mais nacional.

Algumas de suas obras que merecem destaque:

Romances

  • Cinco Minutos (1856)
  • A Viuvinha (1857)
  • O Guarani (1857)
  • Lucíola (1862)
  • Diva (1864)
  • Iracema (1865)
  • O Gaúcho (1870)
  • O Tronco do Ipê (1871)
  • Sonhos D'ouro (1872)
  • Alfarrábios (1873)
  • Ubirajara (1874)
  • O Sertanejo (1875)
  • Senhora (1875)
  • Encarnação (1877)

Teatro

  • Verso e reverso (1857)
  • O demônio familiar (1857)
  • As asas de um anjo (1858)
  • Mãe (1860)
  • O jesuíta (1875)

Curiosidades

  • José de Alencar foi grande amigo de Machado de Assis (1839-1908), figura que o nomeou patrono da cadeira nº 23 da Academia Brasileira de Letras.
  • Em homenagem a José de Alencar, na cidade de Fortaleza encontra-se o “Teatro José de Alencar”, inaugurado em 1910. Além disso, na cidade do Rio de janeiro, foi erguida uma estátua do escritor.

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Daniela DianaLicenciada em Letras pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) em 2008 e Bacharelada em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em 2014. Amante das letras, artes e culturas, desde 2012 trabalha com produção e gestão de conteúdos on-line.
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