Preservativo

O preservativo, também conhecido como camisinha, condom ou camisa-de-vênus, é um método de barreira que previne gravidez, HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis, por limitar o contato com o sêmen e entre mucosas durante a relação sexual.

A eficácia desse método é cerca de 80 a 95% para ISTs, como a AIDS, e 98% para gravidez, quando utilizado corretamente em todas as relações sexuais. Sua eficácia pode ser limitada pela data de validade vencida, o armazenamento e a utilização incorreta.

Apesar de ser recente o preservativo de látex tão moderno, sua utilização remonta 1300 a.C. com os egípcios. Já foram feitos à base de linho, intestino e bexiga de animais, peles de peixes e até mesmo borracha.

Atualmente, existem tanto preservativos masculino quanto feminino, vejamos cada um.

Preservativo masculino

Camisinha masculina. Foto: Dragan Milovanovic / Shutterstock.com

O preservativo masculino é um revestimento de látex para o pênis, o qual contém um reservatório para o sêmen na ponta. Ele possui baixo custo e facilidade de acesso, pois pode ser adquirido em qualquer farmácia ou supermercado. Para que o seu uso seja o mais confortável, no mercado existem diversas marcas que utilizam tecnologias diferentes para que a sensibilidade não seja diminuída, além de diversos tamanhos disponíveis que devem ser adequados individualmente ao homem.

A utilização correta consiste nos seguintes passos:

    • 1) Deve ser utilizado em todas as relações sexuais, do início ao fim, enquanto tiver contato com as genitálias, pois as preliminares podem colocar o casal em risco.
    • 2) Deve-se observar a data de validade e ser armazenado sem pressão, como em carteiras, e em local seco e fresco. Não deve ser aberto com os dentes ou objetos perfuro cortantes, para se evitar o risco de ruptura durante a penetração.
    • 3) É importante ser colocado e retirado com o pênis ereto.
  • 4) Para colocar o preservativo é preciso segurá-lo pela ponta no reservatório e desenrolar até a base do pênis. Após a utilização, retirá-lo, amarrá-lo para que o sêmen não seja liberado e colocá-lo no lixo.

É importante não reutilizar preservativos, evitar o uso sem lubrificação natural ou artificial e se o preservativo estiver quebradiço, derretendo ou com a coloração estranha. Os lubrificantes a base de óleo e as pomadas vaginais miconazol ou econazol danificam o látex, por isso não é segura sua utilização combinada com essas substâncias.

O preservativo não causa impotência e não possui poros nos quais os vírus podem passar. Também não é necessário ou seguro utilizar mais de um preservativo ao mesmo tempo.

Algumas pessoas apresentam alergia ao látex, apesar de incomum. Nesses casos é recomendado o uso do preservativo feminino ou a substituição pelo preservativo masculino de plástico, quando for disponível.

Preservativo feminino

Camisinha feminina. Foto: nito / Shutterstock.com

O preservativo feminino é feito de filme plástico bem fino em forma de bainha. Ele contém um anel na ponta fechada, que é utilizado para inseri-lo na vagina e outro na ponta aberta para mantê-lo em toda a sua extensão. Ele pode causar menor redução da sensibilidade do que o masculino e pode ser colocado até 8 horas antes da relação sexual. Ele é lubrificado interna e externamente.

Os cuidados em relação a validade, o armazenamento e o uso de lubrificantes são os mesmos que aqueles para os masculinos. O modo de utilização consiste em:

  • 1) Lave as mãos com sabão antes de colocar.
  • 2) Fique em uma posição confortável, como deitada, agachada ou em pé com uma das pernas apoiadas.
  • 3) Pressione o anel da extremidade fechada e o introduza na vagina, empurrando com o auxílio dos dedos até o final. Deixe o outro anel fora da vagina.
  • 4) Após a relação, retire o preservativo antes de ficar em pé para que o sêmen não saia. Amarre-o e coloque no lixo.

Conclusão

A ocorrência de infecções sexualmente transmissíveis traz consequências para a saúde do indivíduo e pode prejudicar a sexualidade e a reprodução. Por isso, o uso do preservativo masculino ou feminino, sozinho ou combinado com outro método contraceptivo, é eficaz para prevenir gravidez indesejada, mas principalmente as ISTs.

Leia mais:

  • Métodos anticoncepcionais

Referências:

BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Área Técnica de Saúde da Mulher. Assistência em Planejamento Familiar: Manual Técnico/Secretaria de Políticas de Saúde, Área Técnica de Saúde da Mulher – 4a edição – Brasília: Ministério da Saúde, 2002.

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