Era da Informação

A Era da Informação tem início nos últimos anos do século XX. Ela parte do princípio da substituição da cultura material pelo avanço do segmento informacional que advém das novas tecnologias. Este período de revoluções no campo técnico engloba os avanços nas telecomunicações, na computação – incluindo softwares e hardwares – e na microeletrônica. Com a interconexão entre estas ferramentas veio à tona o progresso em campos como transportes, produção industrial, medicina e fontes de energia.

Alguns especialistas integram na Era da Informação também a engenharia genética. Isso ocorre devido ao fato de que, na década de 1990, campos como o da informática, da biologia e da eletrônica criaram uma interlocução entre suas aplicações. Além disso, os genes são considerados códigos de informação que passaram a ser decodificados, manipulados e até mesmo reprogramados.

Ilustração: rzoze19 / Shutterstock.com

Esta expansão dos limites tecnológicos, antes somente operados por profissionais especializados, deu-se por meio de uma interface simples e, assim, ampliaram-se as possibilidades de acesso. Com uma linguagem em comum para seu próprio armazenamento, recuperação, processo e transmissão, a Era da Informação realizou a concepção de um mundo digital que, segundo os preceitos da Quarta Revolução Industrial, integra-se cada vez mais ao real devido ao avanço da tecnologia 5G.

Outro termo usual para se referir a estes avanços no campo tecnológico é Era Digital. O virtual, a troca de milhões de dados diariamente através do ciberespaço são os elementos principais desta revolução. Neste aspecto, a informação apresenta-se com igual importância ao que foram as fontes de energia para as revoluções industriais anteriores. Assim como os recursos naturais, as ferramentas da tecnologia da informação e, mais do que isso, os dados das pessoas, passam a ser disputados globalmente como forma de poder geopolítico.

O sociólogo espanhol Manuel Castells afirma que a Era da Informação é um evento histórico com a mesma importância da Revolução Industrial do século XVIII, pois ocasionou uma alteração em campos como cultura, sociedade e economia. Em seu livro, “A Sociedade em Rede”, Castells coloca a relevância desta nova era no campo da informação não somente com foco no conhecimento de dados, mas na aplicação do know-how que o origina.

Para ele, as descobertas no segmento geram um ciclo que se retroalimenta. Neste sentido, o usuário de uma tecnologia primeiramente aprende por meio da utilização, depois passa a configurar as redes e descobrir aplicações novas.

Este fenômeno pode ser observado em um dos subprodutos notáveis da Era da Informação: as mídias sociais. A partir do início de seu funcionamento na primeira década do século XXI, os usuários passaram por um processo de transformação. Primeiramente utilizadores, tornaram-se produtores e modificadores de conteúdo ao longo do tempo, criando uma troca constante e massiva de dados entre as redes e as pessoas.

O indivíduo passou a ser, desta forma, também produto, ou seja, um ativo das companhias que gerenciam as redes sociais, haja vista que sem a sua interação, estas empresas simplesmente inexistem.

Este fenômeno é apontado por alguns especialistas. As críticas são a respeito da intromissão das grandes companhias do gênero nas esferas particulares dos usuários. Ocorre, assim, uma crise entre o público e o pessoal e são levantadas questões sobre os limites entre o real e o digital.

Derivado de uma pesquisa envolvendo especialistas da área, um paradigma tecnológico foi apontado na Era da Informação. Ele diz respeito a algumas características problemáticas do funcionamento entre a tecnologia e os indivíduos. Entre elas, as mais notáveis são: a penetrabilidade dos efeitos das novas tecnologias, que poderiam moldar processos individuais e coletivos, e o que diz respeito à lógica das redes, que implica no crescimento exponencial da tecnologia e um possível panorama de exclusão digital.

Este processo poderia gerar contradições devido às interpretações do algoritmo aliadas aos problemas em sociedades nas quais o avanço tecnológico não caminha em paralelo à compreensão dos cidadãos, mas parece refrear o desenvolvimento referente a questões que envolvem a ética.

Fontes:

CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999.

https://pesquisa-eaesp.fgv.br/publicacoes/pibic/etica-na-era-da-informacao

https://www.senior.com.br/blog/tecnologia-o-uso-de-drones-na-industria-4-0

https://fia.com.br/blog/era-da-informacao/

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